22/10/2010 às 20:43:51
Fonte: Folha de SP
Docente da Esefap, Sergio Fogaça, mestre em microbiologia, explica que a KPC é uma bactéria do tipo bacilar gram-negativa
O jornal Folha de SP informa que houve o registro de ao menos 90 casos da KPC, a superbactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase, desde o início do ano em dez hospitais públicos e privados de São Paulo. Motivados pelo aumento de casos da superbactéria, hospitais de São Paulo estão isolando pacientes que estejam infectados pelo micro-organismo, mesmo que não apresentem sintomas. Em comunicado emitido aos hospitais na terça-feira, a Secretaria Municipal da Saúde solicitou que surtos da bactéria resistente aos antibióticos sejam notificados imediatamente ao núcleo de controle de infecção hospitalar.
Docente da Esefap, Sergio Fogaça, mestre em microbiologia, explica que a KPC é uma bactéria do tipo bacilar gram-negativa que causa mais comumente pneumonia ou infecções urinárias. Ela é transmitida pelas fezes, água, vegetais, cereais e frutas, desde que ocorra contato de uma pessoa contaminada com a bactéria. "Por isso é muito importante as pessoas observarem todos os cuidados necessários de higiene", ressalta o mestre da Esefap.
Sérgio afirma ainda que há dois grandes problemas relacionados às superbactérias. "Pode acontecer de alguns hospitais, mesmo com boas condições de serviço, identificarem a ocorrência da KPC, por exemplo. Combinando com essa característica comum às superbactérias de alta resistência a maioria dos antibióticos, ocorre o risco de uma infecção hospitalar, que nada mais é do que a propagação de bactérias dentro do hospital, que deveria ser um local para tratamento de doenças, mas acaba virando um local de cultura de bactérias. Os hospitais estão certos em se precaver ao isolar os pacientes".
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