13/02/2009 às 16:00:58
Fonte: Diário Tupã
Na última sexta-feira, diretores e funcionários das Faculdades Esefap comemoravam o que, até o final do ano passado, lhes parecia dificílimo: superar o número de matrículas do início de 2008.
São números ainda preliminares, mas que, de qualquer forma, atestam todo o esforço da entidade em não esmorecer frente à avalanche de notícias sobre o impacto da crise mundial nos setores financeiros e produtivos e, por conseqüência, na empregabilidade.
Mas qual o segredo para aumentar o número de alunos em um momento crítico como o que vivemos? Quem responde a esta e a outras perguntas é o diretor geral das Faculdades Esefap Robinson Ricci.
Robinson Ricci – (risos) Não é hora de dar risada, eu sei, mas você me fez lembrar daquele comercial da Tostines (Por que Tostines vende mais?). Acho que momentaneamente, é bom frisar, conseguimos esse tento porque somos criativos, nossas idéias estão sempre fresquinhas (mais risos).
Diário – As idéias fresquinhas bastam? O ensino superior também tem sentido o impacto da crise.
Robinson Ricci – Claro que não bastam, mas é justamente em momentos assim que se faz necessário ser criativo, estar atento a todas as possibilidades de comunicação, prospecção e fidelização do nosso educando. E, para falar a verdade, o que fazemos aqui não é segredo algum. Atender bem é fundamental e isso é reconhecido pelo aluno, que tem acesso direto ao docente, ao coordenador, à secretaria acadêmica e tesouraria, aos funcionários e, claro, à direção, seja acadêmica, seja financeira.
Diário – Então essa é a metologia Esefap?
Robinson Ricci – Há poucos anos passamos a discutir e a aplicar metodologias de ensino-aprendizagem mais modernas, que procuram formar um profissional mais crítico, analítico, além de tecnicamente muito bom. Interdisciplinaridade, problematização dos temas discutidos em aula implicam em mudança de cultura e isso não é fácil, já que é algo que nosso aluno não vivenciou no Ensino Médio, mas logo ele reconhece o valor desse trabalho.
Olha, eu e toda a Esefap não queremos ser apenas mais uma faculdade dentre as milhares de faculdades particulares que existem no Brasil. Nem quero formar um profissional qualquer. Há um termo da cultura japonesa, o “dantotsu”, que significa lutar para se tornar o melhor dentre os melhores. É isso que pretendemos e, talvez por isso, o MEC avaliou e reconheceu o curso de Enfermagem da Esefap como um dos melhores do país.
Diário- A Esefap já é foco do benchmarking de outras entidades?
Robinson Ricci - Benchmarking não é um evento isolado. Ao contrário, exige muuuuito trabalho, porque se trata de um processo de pesquisa, observação e comparação de práticas de gestão para alcançar vantagem competitiva. Leio todos os dias sobre gestão no ensino superior. Muita coisa é meramente moda, mas uma informação ou outra sempre é importante. Sinceramente? Na verdade, sermos foco da concorrência não nos preocupa. O que nos interessa é sermos foco dos nossos públicos-alvo. O que queremos é oferecer uma graduação que coloque o profissional no mercado e que ele corresponda às expectativas, que seja capaz de crescer, ser reconhecido e mudar a vida das pessoas para melhor.
Diário – Então a Esefap nada contra a maré e cresce sem parar?
Robinson Ricci – Gosto de nadar, mas calma! Como disse antes, temos de ter os pés no chão. Os números são ainda preliminares, mas indicam uma tendência. Mesmo porque no surpreende, isso sim, o número de transferências de alunos de outras instituições para os três cursos que oferecemos. Por que será? Pensando bem, você tem razão. É bom não apenas os alunos, mas a concorrência ficar de olho em nós... (risos).
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