20/03/2009 às 16:57:19
Fonte: Professor Ocimar “TUPÔ Rezende
Elaborei este artigo, recorrendo a algumas citações, vivências e experiências que contribuíram para o objetivo alcançado.
Agradeço ao Professor multimídia Mário Motta, com quem este sonho e trajetória se relacionam até os dias atuais, a Maria Marinete Merss e companheiro pela acolhida fraterna, pelo carinho e por acreditar em uma sociedade com mais ternura humana.
1 - “O desporto precisa ser defendido. Defendido perante os seus desvios. Defendido perante aos seus opositores” (Manoel Constantino).
Acredito que essa defesa requer um pensamento crítico e atualizado sobre as suas práticas, objetivando o acúmulo de boas intenções que o desporto insiste em não atingir.
Sou professor e sei que só possuir conhecimento não basta, preciso de vontade, de ação, de entusiasmo. Sinto orgulho de trabalhar no ensino público, pois encontro-me entre aqueles que se empenham em realizar, através do movimento, crianças e jovens a saltarem o ontem, vibrarem com o hoje e vislumbrarem com o amanhã, oferecendo assim um nível aceitável a nossa imperfeita perfeição.
Defendo o desporto escolar por entender que o mesmo é intrinsecamente pedagógico-cultural, por que contém princípios, valores, atitudes, relações, regras, deveres e direitos, objetivos, criações, realizações, etc.
O desporto escolar precisa ser gerador de bem estar, de felicidade para quem o pratica e recompensadora para quem o ensina. Precisa vir de dentro, do júbilo daqueles que pesquisam, teorizam e ensinam, organizam e dirigem, praticam e usufruem. Reforço ainda que as práticas desportivas foram criadas para cultivar a ética e a estética da sociedade, da beleza e alegria dos envolvidos no seu processo.
O profissional do desporto precisa incorporar que a educação do desporto segue muito além da área biológica, necessitando ir ao encontro da sociologia, da antropologia e maior relacionamento com os GESTORES.
2 - “A educação desportiva, um dia terá que dar um passo no desconhecido” (Professor Lousteau Mateus).
Aqui a razão é óbvia , pois se a mesma não for capaz de dar esse passo, a sua importância a curto prazo, será provavelmente posta em causa.
Precisamos adequar seu planejamento e organização em relação com a sociedade atual, pois como disse o Dr. Paula Britto “Como pode uma escola sempre igual, competir com a vida que está sempre diferente”.
Sejamos flexíveis para aceitarmos as mudanças sociais, pois elas sempre incomodam consciências adormecidas por anos a fio de rotina.
3 - “Precisamos de mais alegria, de mais afeto, de mais poesia para realmente sermos homens da e para a transformação”. (Jorge Bento).
Compartilho com essa citação, pois acredito que precisamos renovar a maneira de encarar, de trabalhar e voltar a despertar nas crianças e jovens, o entusiasmo e a paixão pelos diversos desportos.
É oportuno colaborar com a formação de uma geração moldada pelo desejo de vencer, de transcender defeitos e fracassos, aumentando de forma inclusiva sua participação na sociedade do século XXI.
Nesses vinte e cinco anos aprendi vários ofícios por onde passei: em Urupema aprendi a ralear e a colher maçãs, em São Francisco do Sul, na Baía Babitonga aprendi a caçar camarões com alunos pescadores da Vila da Glória.
Na área do desporto fui entendendo a vida como uma forma de fazer amigos, de conviver com diferentes pessoas que em sua diversidade nos causam espanto e admiração e nos fazem rir e chorar.
Cito Nietzche: tive a certeza quando afirma que “aquilo que não nos mata, nos torna mais forte”. Com Pablo Neruda aprendi que “para nascer nasci e por isso confesso que vivi”.
Sigo no mundo como muitos que abriram o coração para levantar a HUMANIDADE.
Professor Ocimar “TUPÔ Rezende
Técnico de Voleibol- CREF-SC 0945/G
Turma de 1983 - ESEFAP
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